Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Zona Franca de Manaus (ZFM) é nacionalmente reconhecida por suas contribuições para a sustentabilidade e a geração de empregos na Amazônia brasileira. Com uma história marcada pelo constante desenvolvimento da região Norte, a continuidade do modelo parece incomodar representantes de outros estados do país.
Em seus 58 anos, a ZFM precisou se atualizar, competindo com os lobbies de diversos segmentos contrários ao modelo. Ainda assim, foi prorrogada até 2073 e resguardada na Reforma Tributária. Dessa forma, eventuais ataques não intimidam o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva.
“Evidentemente, há grupos que continuam batendo e vão martelar muito, porque aqui é rocha, é pedra noventa. A Zona Franca é madeira de lei! Podem bater à vontade, porque nós avançamos fortemente, e a Constituição da República, junto com a regulamentação da Reforma Tributária, assegura a vida da Zona Franca até 2073.”
Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva
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Em entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCAS, que será disponibilizada na íntegra em breve, Bosco Saraiva explicou que a Zona Franca de Manaus vive seu “melhor momento do ponto de vista da estabilidade jurídica”, com a aprovação dessas medidas. Essa segurança jurídica parece estar incomodando alguns grupos políticos do país.
Um exemplo disso é o Movimento Brasil Livre (MBL), que gerou polêmica ao gravar um podcast com o título provocativo “Precisamos destruir a Zona Franca de Manaus”. Durante a transmissão, três membros do grupo — Pedro D’eyrot, Ricardo Almeida e Renato Impera — fizeram críticas ao modelo econômico da região amazônica.
Na transmissão, eles ironizaram a representação política do Norte e do Nordeste e sugeriram que o Brasil deveria priorizar São Paulo. “Parece que saímos da política café com leite e agora fomos para a política cuscuz com açaí, né?”, declarou Pedro D’eyrot. Apesar das críticas, a ZFM seguirá preservada por mais 50 anos.